Eu não quero mais falar sobre o ano que passou. Se fosse possível, eu seria apoiadora dos que dizem que foi um surto coletivo e nunca existiu.
Então, bora lá porque é pra
frente que se anda. Eu gostei demais do meu “reveião” porque eu pude comemorar
com os meus. Faltou um lugar e isso doeu, sim. A vó Nadir ocupa um espaço
indizível no peito e certamente essa ausência foi sentida mas eu sei que muitas
e muitas famílias (posso dizer: milhares) também tiveram um ou até mais lugares
vazios à suas mesas. Também milhares de ausências foram sentidas.
Mas em meu coração eu tenho
que minha vó está muito bem porque a alegria que ela transmitiu aqui na Terra
certamente tem algum valor e, aliás, eu quero muito esse legado, enquanto eu
puder transmitir alegria minha vida estará valendo a pena.
E nessa alegria, eu sendo eu, comprei
um “S” no lugar do “2” pra completar o “2021” em balões metálicos e assim fizemos
a virada para um ano imaginário. A gente na piada interna já chama de “20z1”. E
que seja porque hoje o tempo me interessa pouco, o que me interessa é o
instante AGORA.
Hoje eu vivo neste ano imaginário
onde acredito em dias melhores. Não pela minha fé sobre a vida, mas porque eu tendo
a ser otimista nos meus processos de amadurecimento e ressignificação, afinal,
o propósito é eu ser alguém melhor pra mim mesma e, consequentemente, para a
humanidade (que às vezes acho que nem merece *risos*). Se eu não for otimista,
não vejo motivos para tentar e, assim, eu sei que vou ficar nesse mesmo ciclo
de reclamações e comodismo e se tem algo que eu não sou é acomodada (reclamona,
um tanto, mas já falei que to tentando melhorar, né?).
Eu fiz poucas metas pra 20z1
porque eu precisei muito mais encerrar ciclos do que reiniciar algo em minha
vida. E encerramentos doem, mudanças machucam, porém, eu fiz o que eu precisava
fazer, não importa o quanto ardesse. E não há mertiolate para o que dói dentro
do peito. Mas que doa agora para não doer nunca mais, foi esse meu mantra. Em
20z1 eu posso COMEÇAR. Meu ano imaginário eu posso criar o que quiser, buscar o
que quiser e entender a felicidade ao meu modo.
E o mais legal disso tudo é
que nesse momento eu sinto meu coração pulando em meu peito. Ah, vida: Muito
obrigada!

